quinta-feira, 14 de julho de 2016

Palavra

O ano de 2016 tem sido assim, pleno. Por enquanto pleno de desafios e aprendizagens. Uma das que mais se destacam é o peso de uma palavra. Quanto vale o que você diz? Quanto de verdade você nelas empenha, isto é, o quanto de você está nelas?
Estou falando desde as pequenas coisas como: "pode deixar que vou sim", "vamos marcar um café", " pode contar comigo para o que precisar", e por aí vai... Nossa disposição em honrar esses pequenos[?] compromissos nos capacita a  honrarmos os grandes[?].
Mas, afinal, há como medirmos o que é pequeno ou grande? Tem como saber exatamente...? 
Quando e... haverá mesmo  uma nova oportunidade?  

quarta-feira, 13 de julho de 2016

finalizando os 30...

É... parece mentira... mas já estão indo embora. E não foram poucas as vezes em que aproveitei cada momento que tive para dizer: os melhores de toda uma vida já vivida.
Nasci mulher, mas me vi mulher quando fiz 30 anos. Ainda me lembro de olhar no espelho e começar a sorrir pelo que via. Toda a história. Desde então cada dia vivido é um motivo de agradecimento, desde então não há mais medo do envelhecimento, porque envelhecer é para os que têm o privilégio de viver.

Mas viver não é simplesmente existir. Viver é deixar rastros, pegadas, cabelo, unha sangue, suor, lágrimas, saliva, gozo. Viver é fazer as pazes consigo mesmo é gostar de conviver com esse ser que habita o seu corpo... "Viver é perigoso, requer coragem¹", a coragem de ser como é; de se melhorar por amor a si mesmo; a coragem de assumir que não sabe, talvez nunca saberá. Da leveza de admitir que errou e vai errar de novo e feio, e então... oops! Errar, de novo.

Da coragem de jogar pro alto e deixar se estatalar e arrebentar no chão toda a aprendizagem e crença de  uma vida inteira (padrões, valores, fé, espiritualidade, relacionamentos...) e... olha só, o que é verdadeiro permanece intacto.

Da coragem de ter medo...  medo de perder os que ama; de não ser melhor que o seu discurso sobre si; medo de não reconhecer o que os olhos refletem no espelho, ter medo de usar as lentes consumistas e ditadoras de um padrão de beleza. Medo de não viver como se deve o melhor dia da vida: hoje.  Entender, acima de tudo, que medo não é trava, pelo contrário: é o estopim para explodir em várias porções de coragem, de fazer correr e lançar-se para o que se quer, se deseja, se ama.

Da coragem de dizer adeus ao amor que se vai,  de entender que quando não se cuida do relacionamento o sentimento já não basta, entender que insistir ou ter insistido pode estragar irreversivelmente esse mesmo sentimento e já não há. Da coragem de não aceitar a ideia de culpa, mas admitir responsabilidades, que são mútuas.

Da coragem de dizer sim ao amor, aos amores que virão. Muita coragem de se permitir ao novo, ao inesperado, ao que não foi projetado, e às vezes até dito "nunca, jamais"... Da coragem de não fazer de novo do mesmo jeito sempre... Errar, vai errar mesmo, mas ser criativo ajuda, neh.

A coragem de sair das margens e seguir a travessia.

A coragem de ser feliz, de se fazer feliz!!! A coragem de dizer que não se sente feliz. Mas sobretudo a coragem de não desistir de capturar essa Dona Felicidade,. Mas hoje, agora.

Sonhar, e viver o sonho agora, e quando ele se fizer real, será pleno.
















¹ - Guimarães Rosa

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Quando dói

Dói... Porque eu só quis acreditar... Que era possível, que não havia necessidade de inventar. Que eu não valeria o trabalho de um trote.
Dói... Porque decidi acreditar e dar às palavras valor de atitudes.
Dói porque enfim acreditei e, como sempre, a partir daí já não tenho graça.
Dói porque eu ainda quis continuar acreditando, e de novo as atitudes ou a falta delas me mostram que na verdade não estou, nunca estive nos planos .
Eu sou a perfeita que se joga fora, a linda que não serve, a inteligente que incomoda, a sincera inconveniente. Alguém que vale as palavras, as promessas de amor  e valor, mas não  a pena de se fazê-las atitudes. Não valho nem a dignidade de saber a verdade.
Mas dói mesmo porque é triste... Amar deveria ser suficiente, mas não é. Mais um relicário na gaveta.  Dessa vez talvez eu jogue as chaves fora e com elas alguma esperança.


´Nota: 13/7/16
E porque doeu... e decidi deixar doer.. a doença (aquilo que dói continuamente) passou. E mal há cicatrizes. E nessas poucas, a lembrança de que, infelizmente há mesmo pessoas que decidem ser o a pior versão de si mesmas. E o problema não é você confiar, ser inteiro e intenso, o problema é o que fazem com sua confiança, e por isso não custa perceber a hora de parar e se poupar.  

Do silêncio, do mérito e da incompetência

Meses atrás conheci uma canção que fala sobre como Deus é inexplicável, acima de qualquer definição.  Como em muitas outras canções, menciona-se que no silêncio encontra-se resposta...
Tá... Eu admito... Não acontece isso comigo. Não encontro resposta no silêncio. Não estou dizendo que ela não esteja lá, mas se estiver não a reconheço. E percebo isso porque quando tantas coisas passam pela mente é sinal de que tudo, ou nada, condiz.
O que tenho mais ouvido é que desertos e vales são lugares de aprendizagem. Cara!!! Aí quando acho que to aprendendo, que vai acabar lá vem outra coisa, e não pára não acaba.
Me cansam as fórmulas, teorias e explicações que justificam não se chegar aos pastos verdejantes... O discurso do mérito.
Me cansam porque dão certo gás e se tenta novas atitudes, mas... Na real:
Quem decide o quê? Quem pode fazer algo para mover ou demover uma decisão de Deus? Queeeemmmmmm????
Embarcar na ideia de que se pode fazer algo é muito perigoso. É como fazer um cheque caução, como esperar que Deus se sinta constrangido a cumprir algum compromisso conosco. Não é difícil esbarrarmos  com "Deus vai", "Restitui eu quero de volta o que é meu"...
Oi!?
A única coisa minha e sua, a única coisa que nos cabe por mérito, bem merecido é a certeza da morte.
Tudo é Graça. O sopro de vida é Graça. A misericórdia de Deus em não nos extirpar e banir até nossa poeira e, ainda por cima nos dar salvação em Cristo, retira de nós qualquer tentativa de mérito.
Não ter respostas não significa que não há aprendizagem. Aliás, é o processo, não o resultado, que nos ensina (palavra de prof.).
Assim... O que mais tenho aprendido, com ou sem respostas, no meio da dor: A constatação de minha total incompetência em resolver as coisas mais óbvias e simples. E isso, a absoluta incompetência, me torna dependente. Totalmente dependente dELE.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Desejo

Que você alcance seus objetivos.
Que realize todos os seus sonhos para 2016.
Que prospere.
Que tenha saúde.
Que você viva intensamente.
Que tenha sempre contigo seus amigos verdadeiros.
Que viva em família e seja grato por cada momento com ela.
Desejo que seja tão feliz ou mais do que deseja.
Que a distância ou o tempo não lhe roubem do que você ama.
Desejo que o amor lhe seja sua companhia mais constante.
Desejo que ame intensamente, verdadeiramente. 
Que você tenha as três melhores coisas da vida (comigo nelas, óbvio).
Que você retorne.
Desejo você,  simplesmente, você.