sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Um tiquin de luz, por favor

Entre os que condenam o aborto e querem o bandido morto.

Entre os que defendem o aborto, mas gosta de estar vivo.

Entre os que escolhem o bandido ou ou o policial, ao invés dos dois.

Entre os que não escolhem ninguém além de si mesmos.

Entre os que condenam as pessoas em detrimento do debate das ideias.

Entre os muitos discursos todos eles, de todos os lados, seletivos e convenientes.  

Cheios de razões, cheios de vaidade e da necessidade de aprovação  (via likes and shares).... Mas...
Escandalosamente vazios de amor.

Na praça de Guerra,  na arena virtual que tudo pode e aceita (e que reflete as práticas no ringue cinzento e concreto da realidade).

Entre gritar suas vontades e silenciar as  verdades.

Eu só quero ser um pontinho de luz,  um pontinho de amor. E preciso fazer a mesma oração todos os dias :

"Que o amor, em todas as suas formas, nos resgate de nossas trevas."

sábado, 29 de outubro de 2016

Simplesmente

[Texto em construção]
A gente passa a maior parte do tempo buscando encontrar respostas ou explicações.
Para tudo na vida há um nome, um padrão alguma fórmula.
E, quando não faz sentido, maiores são as buscas. O que colocar no seu lugar?
E a apertada, rígida e obscura caixinha da religião é uma das mais frustrantes tentativas de alcançar o que entendemos por Deus.
Ops! Entendemos? Não... acho que  não.
E aí está a pedra que divide o rio. Seria melhor, é  melhor abandonar a idéia de entender.
Passamos uma vida tentando entender, mas sempre que isso aparentemente acontece, mais cedo ou mais tarde nos desencantamos dEle. E isso é o mais certo.
O motivo é óbvio: Se cremos que Deus é O Todo Poderoso, como pode caber em nossa compreensão!? Não, não cabe. Não caaaabeeee. Por mais magnânimo que se possa concebê-lo, por mais poderoso e o que mais se sabe.... Ele não cabe, e se coubesse nessa mente humana... Já não seria.
Mas a gente tenta passar por cima do óbvio ... E claro, o desgaste. As muitas revoltas e decepções.... O sentimento de culpa ou de injustiça...
O caminho talvez seja compreender e conhecer a sua natureza. Conhecer implica uma relação de intimidade.
Esqueça o que diz todo mundo, esqueça as fórmulas, a liturgia, toda aquela trenhada que um dia disseram a você que seria necessário ser ou fazer para se achegar a Ele. Simplesmente se achegue.  Fale com ele. Olhe para ele. Sorria para ele.
Se achegue.... Se relacione. E se entregue a isso. Não tente mudar nada ou fazer nada antes porque isso não dará certo. É muito mais provável que o relacionamento te transforme na sua melhor versão, do que o oposto. Não tenha medo, quanto maior a qualidade [sinceridade] nessa relação, mais autêntico se é.

Abandonar as tentativas de explicação e  racionalização, me fez reconhecer e assumir que:
Pouco importa o que eu entendo, eu sou desesperadamente necessitada dele, e não é pelo que ele faz, mas porque ele é o meu fôlego de vida.
Eu vivo por meio dele. Eu só existo porque ele dispensou graça e favor.
Ele Simplesmente é Deus.
Livre de explicação.
Deus é Deus.
Simplesmente,
Deus.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

João e Maria

João e Maria se somavam a tantos outros, e já tiveram outros nomes;
e pareciam brincar tão perto que parecia ser possível ouvir e ver tantas travessuras.

Já tiveram cores e cabelos diversos...
Mas já não brincavam tão perto... Mas ainda barulhentos.

João e Maria e com sorte mais alguém...
e mal dava para ouvir as brincadeiras...

João e Maria... 
Mais longe...

João e quem sabe Maria...
sem rosto, sem cor...distantes...

João ou Maria...
Um dia parecia ter vindo...
Foi embora sem aviso...

Maria? João? 
Pensou em vir, desistiu...

Nem Maria, Nem João...
Casa vazia...

Ninguém a quem contar histórias, ninguém para socorrer à noite...
Sem lista de material escolar, sem Para Casa pra acompanhar.
Ninguém para ralhar ou de vez em quando te dizer uns desaforos e levar petelecos...
Mas também ninguém para dar colo e ouvir dizer que te ama.

Ninguém... Para se poder dizer que é a sua melhor parte.
Ninguém por quem levantar cedo e dizer que vale a pena...
Para desejar que chegue o fim do dia e ver que tudo está bem com ele.


Sem sementes
de uma flor que fosse para tornar esse mundo 
menos triste, menos cinza.

Ninguém.





Do que não foi... Nem nunca será

Alguns sonhos não deveriam jamais ter nascido.
E a conversa de que não se deve desistir deles é, ao mesmo tempo, desnecessária e ineficaz.
Desnecessária porque infelizmente essas fixações não saem mesmo, é como o raio da unha encravada, você vai à manicure e arranca aquela coisinha quase invisível do cantinho.... Mas daqui a pouco ela renasce cresce e sua existência se torna insuportável... Infelizmente.
Ineficaz, porque com o passar do tempo boa parte dos sonhos tornam-se projetos executáveis e executados... E os que não se executam vão se recriando, tentando desesperadamente acontecer... vão se encravando mais...
Aí você radicalmente decide não pensar neles... Mas vem um comentariozinho que seja qualquer, uma música... E ele volta.

E essa coisa que nunca deveria sequer ter nascido, plantada em você (como boa parte o é, por um modelo de vida feliz e realizada), ou o diabo que seja, te faz lembrar todos os dias que não... Não, você ainda não deixou de querer...
E o tempo sem piedade mostra que você empenhou suas emoções e energias no que não era para você. E que por mais amarga que seja, a verdade é que isso não te faz bem. Não faz.
Ok, seria legal, seria bacana, mas não aconteceu, não acontecerá. E mesmo que acontecesse já não seria como o esperado seria um remedo. Já não seria mesmo o seu sonho, seria apenas a sombra do que um dia se quis e o preço de manter a sombra é alto demais...

Então é isso.
Não vou dizer para não sonhar... Nem você nem eu conseguiríamos...
Mas, sinceramente...

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Palavra

O ano de 2016 tem sido assim, pleno. Por enquanto pleno de desafios e aprendizagens. Uma das que mais se destacam é o peso de uma palavra. Quanto vale o que você diz? Quanto de verdade você nelas empenha, isto é, o quanto de você está nelas?
Estou falando desde as pequenas coisas como: "pode deixar que vou sim", "vamos marcar um café", " pode contar comigo para o que precisar", e por aí vai... Nossa disposição em honrar esses pequenos[?] compromissos nos capacita a  honrarmos os grandes[?].
Mas, afinal, há como medirmos o que é pequeno ou grande? Tem como saber exatamente...? 
Quando e... haverá mesmo  uma nova oportunidade?